É impressionante como aprendemos com mais facilidade aquilo que nos dá prazer, como participamos mais, como nos envolvemos.
O homem, como um ser essencialmente social, realiza a sua aprendizagem por meio da interação e esta, por sua vez é marcada pela afetividade que entre professor- aluno é inseparável do processo ensino-aprendizagem.
Como professora já vivi muitas experiências relacionadas à afetividade. A que vou relatar diz respeito à escola na qual trabalhava com as séries finais do Ensino Fundamental (atualmente estou de licença). Esta escola está localizada em um bairro de periferia de Linhares, ela é nova e desde o seu início, há 5 anos houve uma certa rejeição por parte da comunidade escolar quanto a esta instituição. Fui trabalhar em seu segundo ano de funcionamento, pude perceber que os alunos não gostavam da escola e alguns professores demonstravam que não gostariam de trabalhar ali. É claro que não era unanimidade este sentimento e era nítida a forma como os alunos tratavam os docentes que os respeitavam.
Sempre adotei em minhas relações o respeito como princípio recíproco e, em função disto, tinha uma relação em que a afetividade era clara. Quando agiam de forma desrespeitosa eu conversava individualmente ou, se necessário com a turma, deixando claro que não gostava de determinada atitude, mas gostava muito deles, conforme a situação usava manifestações epidérmicas para estreitar os laços de nossa relação.As emoções, positivas e/ou negativas contagiam, e como professores devemos ter um cuidado muito grande com este contágio; "as relações entre as pessoas não são sempre permeadas pela tranquilidade e pela suavidade".
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